Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Gripe Suína


Quem quiser entender melhor as questões políticas que envolvem a Influenza A - e compreender porque desde sempre os intelectuais tentam nadar contra a forte e perversa maré do capitalismo selvagem, pode ler aqui o texto (Gripe Suína) bastante esclarecedor de Saramago. Mais uma vez, um importante convite para abrirmos os olhos, emanado do livro Ensaio Sobre a Cegueira.

Obrigada, Saramago, mais uma vez.

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Dar um passo além de si mesmo





















Nem sei se ainda sei blogar... Faz tanto tempo...

Desde que comecei o curso de Psicanálise (pelo qual estou apaixonada!), parei de escrever por aqui.

Ainda estou fazendo o mergulho dentro de mim. Tenho descoberto coisas que me amedrontram e outras que me dão esperança e alegria. Acima de tudo, já sei que preciso me desprender, desconstruir de novo, dar passos maiores para fora e para dentro de mim mesma e crescer. Retroceder. Seguir. Criar coragem.

Essa viagem é sem fim e fantástica. Mas por ela você acaba encontrando pontos desagradáveis. O melhor de tudo, para mim, é poder verificar as possibilidades e os próprios limites. Assumir-se como gente além de apenas falar em humanidade.

Não tenho ainda certo sobre o que continuarei escrevendo ou se continuarei fazendo isso. Só adianto que o caminho que percorro é bastante interessante. A gente nunca sabe ao certo quais horizontes a gente guarda dentro de si nem quanta bagagem os nossos poucos anos de vida conseguem carregar. Descobrí-la, pois, é o trabalho do analista, junto com seu analisando. Na verdade, é o trabalho do analisando.

Saramago fala que “É necessário sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saimos de nós”.

É isso.

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Aos meus amigos solteiros























Sou suspeita para falar sobre o assunto, posto que ainda sou solteira mas tenho (sic) umas dicas quase psicanalistas para minhas amigas e meus amigos solteiros a fim de que eles tenham êxito em seus futuros relacionamentos e saiam do encalho.

Tenho amigos e amigas interessantes, bem sucedidos, bonitos, profissionais com futuro garantido, gente de muita prosperidade mas que não têm êxito nessa área do amor.

Quero, neste texto, pontuar algumas pendências que eles precisam resolver para, enfim, conquistarem sua princesa ou seu príncipe encantado.

É necessário ter a convicção de que estar sozinho é algo muito bom. Procurar o outro porque não suporta nem sua própria companhia é algo comprometedor pois ninguém mer
ece ficar com alguém que nem de si mesmo gosta. Alguém que não tenha o que falar para si próprio, que não tenha coragem de fazer uma pipoquinha para comer sozinho, desfrutando de sua própria pessoa, alguém que não tem papo consigo mesmo não terá o que compartilhar com o outro e aí bye bye... poderá ficar fadado à solidão o resto da vida.

Tratar o outro como tábua de salvação também está ligado à idéia acima. Ninguém é salvador de ninguém. Não há uma pessoa sequer na vida que possa redimir você de seu calabouço existencial a menos que você queria dar um passo além de si mesma e se libertar emocional e intimamente. Então, amigos e amigas: seu par não é sua mãe nem seu pai. Ele/ela não tem obrigação de lidar com seus mimos e manias e ainda ter paciência, tolerância. Seria bom que tivesse, mas até que chegue o amor – aquele sentimento que é também ação – de fato, isso não vai se dar mesmo. Suas neuras podem ser resolvidas num consultório psicanalítico. Não no seu namoro ou em suas amizades potencialmente próprias para namoro.

Se arrumar com exagero também é outro ponto que, principalmente entre as mulheres me intriga. Tenho amigas e conhecidas – isso digo especialmente para mulheres – que parecem uma árvore de natal. Bem de longe você já as enxerga com cores provocantes, tipo ‘cheguei!’. Cheias de penduricalhos, joias para todos os lados, maquiagem exagerada. Unhas sempre impecáveis. Gente que dá pena de pegar. Eu fico com pena dos homens nessa situação. Eles devem criar sobre elas o mito de que não são pessoas. São objetos cristalizados dos quais, se chegarem perto, se quebram. “È melhor manter distância”, penso que concluem. Não faço aqui apologia a não se arrumar, a desleixo. Falo de tentar ser o mais discreta possível.

Eu tinha um colega Advogado que usava óculos caríssimos de sol, com a lente espelhada e azul. Ele era e é um fofo. Nos dias de chuva ele usava um sobretudo imenso preto. Era uma figura de outro mundo. Se destacava entre nós. Fulano chegou, todo mundo olhava. Curiosamente ele não tinha muito sucesso entre as mulheres, embora fosse muito bem sucedido e inteligente.

Outra coisa que questiono sempre é o fato de pessoas solteiras quererem sair em grupo. Talvez elas pensem: eu não estarei sozinha nesse ou naquele ambiente. Cinco, seis, sete meninas estão coladas umas às outras num ambiente qualquer. Pense comigo: que coragem você – menino ou menina – teria de chegar-se a alguém por quem tenha se interessado se ele/ela está cercado por outras pessoas? Quem seriam essas outras pessoas? Elas me aceitariam em seu grupo? Ou me mandariam sair de perto fazendo-me ‘pagar mico’?

Em resumo: poucas pessoas chegam junto de quem está muito bem acompanhado/a.

É lógico que a vida é muito mais ampla do que esse quadro que agora pinto. Claro que há pessoas que não estão mais sozinhas e sempre foram e fizeram tudo isso que aponto como algo negativo acima. A existência da gente é dinâmica e seu par poderá estar aqui mesmo, ao seu lado. Torço que sim! Que quando menos você espere já chegue seu/sua parceiro/a e que seja para toda a vida.

Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Catadores e Bolsa de Londres

http://www.sulbahianews.com.br/ler.php?doc=1112

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Leinad, minha doce amiga!


Hoje é o aniversário de uma das minhas melhores amigas, Leinad – Daniel ao contrário. E vou confessar: fiz uma travessura terrível com ela. Eu e ela. Foi um ato engraçado, só pra fazer a verdade vir à tona... Tomara que dê certo.

De qualquer jeito nós nos divertimos e, logo cedinho, ela se contorceu de tanto sorrir no seu dia. Ou seja: começamos bem sua festa.

Tive que cantar para ela parte de uma musiquinha que foi muito cantata num dos episódios mais interessantes do Sítio do Pica-pau Amarelo, quando ainda éramos crianças, há algum (não muito) tempo atrás.

Eram duas meninas feias, magras e muito atentadas que provocavam as piores cenas com todas as personagens do Sítio e ainda se faziam de santas. Era engraçado pois ninguém as agüentava mais e elas afirmavam que eram lindas e bem comportadas, como eu e Leinad.

Minha música para Lew, minha doce amiga, hoje, então, foi:

“Nós somos duas meninas bonitas, meigas e finas
Amáveis, doces gracinhas
Nós somos duas meninas unidas, amigas, queridas
Eu sou educada dos pés á cabeça
Eu sou controlada da cabeça aos pés
Não sei o que é diabrura
O que é travessura?
Não sei o que é maldade
Não sei de sujeira!”


Eu amo tanto aquela menininha linda!!!!

Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Como vai o seu nariz?


De pinóquio, ou palhaço
Como vai o seu nariz?
Curioso, enxerido!
Todo assim é seu nariz.

Cheirador, descobridor
E também pesquisador
Fino, longo, achatado
Algo que o boi pisou.

Um nariz que chega adiante
Antes mesmo que você
Forma bem o seu rostinho
(Apertado é carinho)
Quão gostoso é respirar!

Se está congestionado
Vije! Atchim! Cuidado!
Vermelhinho já está.

Pode ser muito engraçado
Mas vai merecer cuidado
Pra voltar a se empinar.

E dar vida, alegria
Animar seu coração
Que já está se deliciando
Pelo fim dessa canção.



(Obs.: a imagem é do site www.clinicadaalegria.blogspot.com)

Terça-feira, 15 de Julho de 2008



“Quando o caminhante perguntou quanto tempo teria de jornada, o Filósofo simplesmente respondeu "Caminha”! e justificou sua resposta aparentemente inútil, com o pretexto de que precisava saber a amplitude do passo do Caminhante antes de lhe poder dizer quanto tempo a viagem duraria.”

Freud, em 1911.

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Os "Tranca-ruas" em Jequié

Todo mundo sabe que eu não sou de ficar espiritualizando as coisas e desta vez eu ainda não vou fazer isso. Mas que Jequié está cheio de “Tranca-ruas”, está.

Em dias normais o trânsito já está caótico. Muito ruim mesmo. Imagine nesses dias de festas juninas quando se propaga que nesta cidade haverá um grande São João... O trânsito está um caos total. Já se pode verificar alguns carros com placas de outras cidades e de hoje em diante a coisa vai piorar ainda mais.

Poucos guardas de trânsito, o centro com a grande reforma da Praça Rui Barbosa, tudo está contribuindo para que tenhamos dias de buzinaço como o que já ouço daqui de minha sala, de desordem e pequenos acidentes já que, com tudo engarrafado, não tem como se desenvolver maiores velocidades.

Pois bem. Os “Tranca-ruas” estão a solta.

Numa encruzilhada – até a palavra é dita ‘religiosa’ – você percebe isso claramente aqui em Jequié: o sinal se abre e o/a motorista avança com seu veículo, ainda que perceba que logo adiante há um engarrafamento já estabelecido que vai impedi-lo(a) de seguir adiante. Se ele(a) avançou, logicamente vai impedir a passagem da transversal, trancando o trânsito porque estará preso no meio da encruzilhada. Entendeu?

Se você tem paciência nesses casos, se você não avança, você permite que o trânsito flua normalmente e daqui a pouco a coisa já estará resolvida. Sem impedir que os carros andem. E essa pequena atitude libera o trânsito e, de quebra, ainda permite que você perceba quão bom é ter a consciência livre e não ser chamado de “Tranca-rua”.

Cruz credo!

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Espiritualidade x Deificação humana



Ontem eu e Joe ficamos até tarde falando sobre os desmandos da igreja dita evangélica atual (a 'Gospel') e da tristeza que sentimos ao percebermos tanta desorientação, falta de pureza, de respeito, de conhecimento da Palavra e de espiritualidade desses dias.

Nosso raciocínio foi iniciado a partir de nossa área de trabalho que é a música.

Falamos sobre a perversa Indústria Cultural (ver Adorno) que não poupou sequer a igreja atual. Todos, com raríssimas exceções, os programas veiculados na mídia estão injustamente vinculados a consumismo, a redução do ser humano a simples objeto, à coisificação da pessoa humana. É como se fôssemos jogados à sorte de todo tipo de vento de doutrinas, de pensamentos, de produtos que “você tem que comprar”.

O resultado disso tudo é um tremendo desprezo ao conhecimento, ao bom senso e à responsabilidade de se construir ações que realmente honrem e dignifiquem a vida, ao ser humano e ao próprio Deus.

Noções de estética, de respeito, de sinceridade, de pureza, de reverência às particularidades culturais passam longe de todo arcabouço de conhecimento (sic) de uma grande massa de pessoas que se dizem ‘apaixonadas’ e envolvidas na obra de Deus. Ética é coisa que nem de longe se sente o perfume, nesse caso.

Esta semana eu recebi a visita de uma amiga querida que afirmava desejar sair de sua igreja para fazer parte da minha. Ela é instrumentista e já havia sido convidada a trabalhar em minha igreja por várias vezes, mas nunca desejou sair da sua. O curioso é que eu não sou pastora – graças a Deus!, não sou tesoureira da igreja nem posso decidir pela igreja qualquer questão que passe por finanças. E senti dela o desejo de participar, mas de forma remunerada da nossa igreja.

Eu não estou questionando se os ditos ‘levitas’ devem receber dinheiro por seu trabalho ou não. Só acredito que essas coisas, já que a igreja não é uma empresa, passam necessariamente por gostar da igreja para onde se está indo, ter comunhão com os irmãos, fazer o trabalho – o que tiver de ser feito e estiver conforme as suas possibilidades de execução – de coração em “espírito e em verdade”. Dinheiro pode até vir, mas como conseqüência, não como causa para você estar lá.

Eu ainda me pergunto se minha amiga deseja é ter mais alegria no coração no convívio com outros irmãos que tenham uma linha mais próxima ao seu pensamento espiritual ou para ter um emprego e um salário garantido na conta no final do mês.

Ainda no meu trabalho também recebi o convite de um dito Pastor para que eu fosse trabalhar em sua igreja. Cuidar de algum departamento de música é realmente um prazer para mim e posso ajudar em alguma coisa. Mas o convite não ficou por aí. Sua sugestão era que eu pertencesse como membro de sua igreja até que eu conseguisse – e ia ser rápido – ser Ministra de Música.

Sei que há muitas instituições vendendo títulos por aí. Mas eu não sabia que seria tão fácil ser ministra, profetiza, sacerdotiza, pastora etc.

Graças a Deus este tipo de pretensão não passa por meu coração. Só que passam por mim e certamente atingirão outros/outras desejosos de obterem sucesso fácil e barato.

Penso que viver uma espiritualidade e uma religião que realmente nos ligue de novo a Deus passe necessariamente por se desligar desse mundo tangível e perverso, se afastar das típicas vaidades humanas e entregar-se ao Absoluto na simplicidade do viver.

Há tentações e é necessário se abster delas.

Eu estou imunizada.

Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Grupo Novas Criações


Aí está uma foto histórica de nós, do grupo Novas Criações, ainda adolescentes, na Primeira Igreja Batista de Jequié, cantando nos quinze anos de Gisane Monteiro.

Na foto estamos, em ordem, Júnior Boca, eu, Gisane - no seu trono - Cleyton Barbosa e Joe Edman. (Onde estava o Adriano nessa época, gente?!).

Uma delícia relembrar.