quarta-feira, 31 de maio de 2006

Sozinha

Sou sozinha.
Desde que nasci.
Penso que vou morrer assim.
Questiono meus amigos
E as pessoas que algum dia
falaram que não viveriam sem minha presença.
É como se tudo fosse de bola de sabão.
E você precisasse insistir
Na idéia de que o amor existe
Como se ela fosse aquele sapo chato
que a gente joga pra fora
E ele volta, amodrontando
Como um monstro selvagem
Com aquela pele rugosa
Feia e fria.

Meus amores se foram
Talvez por descobrirem
Que além da capinha de gente fina
Eu seja como um monstro,
cheio de surpresas feias
imprevistas.
Um a um...
A falha está em mim
Já sei.
O difícil é detectar porque o que parecia tão verdadeiro
Acaba destruído
Às vezes drasticamente
Outras, de forma lenta.
E a gente ainda
precisa crer na idéia de que o amor existe
Como se ela fosse aquele sapo chato
que a gente joga pra fora
E ele volta, amodrontando
Como um monstro selvagem
Com aquela pele rugosa
Feia e fria.
Tá. Um dia chega alguém que de verdade te aceite como vc é.
E talvez até tenha graça (toda vez tem!)
Apesar de você.
E você segue seu caminho só.
Como foi desde que nasceu.
Pensando que vai morrer assim.

terça-feira, 23 de maio de 2006

JOÃO...

- ...de repente, nao mais que de repente, as coisas mudam. somos invadidos por um amor incondicional!!!
- Ele é meu filho.
-...a paternidade é algo extraordinário... a maternidade então!!!!
- Algo divino!!!
- Coisa misteriosa da vida. Só Deus pra explicar. Arte d'Ele.
- Ficamos emocionados só em falar dele.
- que coisa!!!!
- mas é isso mesmo.
- estamos todos do mesmo jeito!!!
- Nada mais importante. Nenhuma atenção desviada dele... Nada mais sublime nesses dias todos.


Pedaço de diálogo entre Marcos e Ieda sobre João Marcos, transcrito literalmente em 23.05.06.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Tudo passa. Tudo sempre passará (?)


Ainda adolescente li um texto em que Freud discutia com um amigo sobre a transitoriedade das coisas. Os dois falavam sobre a beleza de um lugar florido, considerando que em pouco tempo a exuberante primavera cederia lugar à neve fria, sem cor e sem calor.
Gosto da idéia de Cristo acerca de seu primeiro milagre: o melhor vinho no fim da festa. Exatamente quando viria o cansaço, com o passar das horas, deveria vir o melhor gosto, a fina emoção da alma e a doçura do pensamento.
Voltando ao texto de Freud, ele afirmava que o belo existe e deve ser contemplado com vigor, ainda que efêmero. O que Cristo indica também me fascina: o melhor pode surgir mesmo que seja no final, quando não temos mais expectativas.
Na prática, para os mortais, parece não ser fácil compreender que o olhar apaixonado dos primeiros momentos de uma história de amor é inesquecível e assim, não transitório. Ao menos deveria ser assim.
Prefiro a orientação cristã que quer me convencer de que o que era bom pode ficar ainda melhor.
Isso significa milagre.
Paulo Freire dizia - amorosamente - que a história da gente não é um dado definido, acabado, determinado. é pos-si-bi-li-da-de.
Ah! ...se a gente conseguisse, como Freud, manter a sensibilidade de desfrutar com grande prazer a beleza (mesmo que transitória), interferir na realidade de maneira amorosa e inteligente como Paulo Freire e transformar o bom no melhor da existência com cheiro de eternidade como Cristo...

terça-feira, 9 de maio de 2006

Morro do Pai Inácio, por mim.


Este é o Morro do Pai Inácio.
O lugar faz lembrar marcante lenda de amor (Quem foi que disse que homem não ama?), além de possuir uma exuberante beleza.
...De alguma forma, resgata um pouco da história dos negros no Brasil.
Vale a pena se aprofundar nisso.
Quem puder, repito, visite a Chapada Diamantina - BA.